sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009


(imagem:by me)

Súplica
Miguel Torga

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

3 comentários:

Theo G. Alves disse...

gosto da poesia do torga. e essa é linda de verdade.

abraço!

Finúrias disse...

Um boa escolha do nosso Torga :)

Finúrias disse...

...e uma não menos bela foto !