quarta-feira, 29 de abril de 2009

Metade Pássaro - Murilo Mendes

Max Ernst

A mulher do fim do mundo
Dá de comer às roseiras,
Dá de beber às estátuas,
Dá de sonhar aos poetas.

A mulher do fim do mundo
Chama a luz com assobio,
Faz a virgem virar pedra,
Cura a tempestade,
Desvia o curso dos sonhos,
Escreve cartas aos rios,
Me puxa do sono eterno
Para os seus braços que cantam.


In: Melhores Poemas. São Paulo, Global, 2000. p. 43.

6 comentários:

Moacy Cirne disse...

Oi, adoro esse poema de Murilo. Aliás, MM é o meu poeta brasileiro preferencial. Enquanto isso, à distância, continuo curtindo a sangria do Itans.

Um beijo

Conceição Duarte disse...

Inês, só agora ví que segue meu blog. Ando com um amigo no hospital e estou triste com isto.
Mas agradeço a vc, eplo carinho, logo volto aqui pra te conhecer melhor e seguirei seu blog tb.
Amei a música de Piaff. Ví o filme e chorei muuuuito. Um dos filmes mais pungentes que ja vi.
bj, CON

Paco Guerrero disse...

bellas palabras
un abrao

Ines Motta disse...

Obrigada Moacy, Conceição e Paco Guerrero.
É um prazer tê-los qui no meu espaço.
Um abraço!

BAR DO BARDO disse...

o surrealismo de MM é o que há.

poeta pouco lido, infelizmente.

Anônimo disse...

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