E todo o dia eu vou como um perdido
De dor, por entre a dolorosa estrada,
Pedir a Dulce, a minha bem amada
A esmola dum carinho apetecido.
E ela fita-me, o olhar enlanguescido,
E eu balbucio trêmula balada:
- Senhora dai-me u'a esmola - e estertorada
A minha voz soluça num gemido.
Morre-me a voz, e eu gemo o último harpejo,
Estendendo à Dulce a mão, a fé perdida,
E dos lábios de Dulce cai um beijo.
Depois, como este beijo me consola!
Bendita seja a Dulce! A minha vida
Estava unicamente nessa esmola.
OVNIs em 1962
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O artigo de 19 de julho de 1962, publicado no jornal O Globo, relata um
suposto avistamento de um disco voador e seus ocupantes na cidade de Goya,
Arge...
Há 3 horas
5 comentários:
Un bico, Um beijo, bendita sexa a esmola se ven dos beizos amados.
Unha aperta e bon fin de semana.
Ótimo soneto, Ines.
A imagem é de Jan Saudeck.
Ótima semana.
Beijos
bonito blogue
parabenx
herc
'Morre-me a voz, e eu gemo o último harpejo'
l
i
n
d
o
obrigado pela partilha
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