domingo, 31 de maio de 2009

Ocaso

(Imagem: Milo Manara)

sem vênia
a mão lúbrica
de veludo afago
transgride.
o úmido beijo
sorve a lágrima
debela a ânsia.
desejo
ardor
volúpia.
Regalos
sobrescrito amor
(à cor do lápis).
tempestade
descaso
olvido.
declina a árvore
demuda temporão o fruto
verte a letra
do verso arco-íris
pálido laivo no céu da pele.
ocaso.


Inês Mota

3 comentários:

caminante disse...

Um lindo poema.
Un beso
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Moacy Cirne disse...

Menina,
gostei do poema,
contido-excessivo.
De suas palavrãncias.
E da mão lúbrica
E do beijo úmido.
Como gostei de Manana,
um dos melhores quadrinhistas
da atualidade.
Enfim,
beleza pura. Aqui e
agora.

Beijos.

Dilberto L. Rosa disse...

Senti-te um mar de água salgada se esvaindo em êxtase no último poema... Mas êxtase mesmo é Dali e Manara juntos num só 'blog'! Grande abraço!

P.S.: Caso interesse, dê uma olhada numa criação de HQ adulta a quatro mãos de que participei nos Morcegos, ano de 2007 (novembro e dezembro)!